sábado, 27 de novembro de 2010

DH

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A discussão sobre DIreitos Humanos sempre descamba pra falta de sentido. A defesa dos direitos humanos é a defesa de DIREITOS contra crimes praticados, inclusive por quem faz parte do Estado. Defendo DH (não uso drogas nem trafico) e defendo a polícia honesta; não a polícia que se iguala aos criminosos, e que no final das contas vira problema para os honestos. O cidadão, quando tem seus direitos ameaçados de alguma maneira, recorre ao Estado e conta que ele os garanta. Mas quando o próprio Estado (por meio de seus funcionários) é o agente ofensor dos direitos o cidadão fica sem chão, vivendo situação de insegurança.

Nestes casos, quando o Estado passa de defensor a agressor, a quem podem recorrer os cidadãos? Aos defensores de direitos humanos, direitos que cabem à todos e que não cabe ao Estado decidir quando respeitar.

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Em nosso país, o desrespeito sempre foi claramente direcionado a grupos específicos da população a saber: negros ou pobres; negros e pobres; só pobres; só negros. No Rio de Janeiro o desrespeito aos direitos de brasileiros que carregam estas características, transformadas em estigmas, é claramente mais ostensivo nas favelas. Direito à vida, à liberdade, à inviolabilidade do lar são sistematicamente atropelados por quem tem a obrigação de garantí-los, geralmente com a desculpa de que moradores de favela são todos “marginais”. Sendo as vítimas bem definidas fica fácil saber quem precisa de proteção dos defensores de Direitos Humanos. Caso vivêssemos em uma ditadura teriamos que defender aqueles considerados criminosos pelo Estado ilegal.

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Conheço muitos que defendem a máxima "bandido bom é bandido morto" ao mesmo tempo que temem ser parados pela polícia, devido à má fama que os maus policiais emprestam à instituição, sem sequer perceber que ambas as coisas são faces da mesma moeda. Temem que a polícia descontrolada e ilegal se volte contra eles, mas insistem em argumentar que policiais podem julgar e condenar à morte, materialização do descontrole e da ilegalidade.

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Tenho amigos que estão nas ruas arriscando a vida para solucionar um problema que parte da polícia ajudou a criar seja por inépcia, corrupção ou por confundir política de extermínio com política de segurança pública. Quando defendo DH defendo a legalidade para todos, o que provavelmente teria salvo milhares de vidas nas últimas décadas. Continuo desejando boa sorte às forças policiais, mas uma boa sorte que vá além deste momento de crise. Que a PEC 300 passe, que o Estado invista cada vez mais em inteligência, formação e equipamentos de forma a garantir mais segurança ao trabalho cotidiano da polícia. Desejo, acima de tudo, boa sorte na terefa de velar pelos direitos de todos nós.

5 comentários:

Bia L. disse...

A compreensão de que a polícia - corrupta - e o Estado - seus gestores corruptos - são parte relevante do problema de segurança pública é um passo importantíssimo da discussão. A quem recorrer na garantia de DH, se o Estado, que deveria preservá-los, não o faz e ainda os viola ativamente com políticas de exclusão e extermínio? Eis uma pergunta crucial que pode nos levar a entender séculos de racismo e criminalização da pobreza em nossa pátria amada! Tb espero que a discussao nao se encerre com o encerramento da crise. Espero por uma reforma das polícias e do Estado. Torço por um país mais igualitário com o fim da ditadura sobre os pobres (para usar um termo do sociólogo francês Loic Wacquant).

júlia vita disse...

Vamos agradecer às contradições da mente humana...

A FURIA DO LÍBIDO disse...

Sim a ofensa foi de graça,na verdade não mim importo se você leu ou não determinado autor,mas adoro discutir e e as vezes ofender,sei que isto não vai levar a lugar nenhum,mas de toda forma é bom saber que alguêm rearticula todo o seu pensamento por causa de uma atitude mais violênta por parte de outro. Quanto ao estado o que tenho a dizer é que essa merda inanimada não é um elemento de subjetivação importante na chamada pós-modernidade,isso se deve a uma sérrie de aspectos,destaco a questão da subjetividade,as pessoas estão afogadas na banalidade de seu próprio cotidiano,em interesses particulares,a política se encontra cada vez mais distante,é só lembrar o caso da eleição do palhaço tiririca,não vejo nisto algo negativo, na verdade as pessoas não se sentem mais representadas,só restando cair na gargalhada no ambito político e tentar mudar alguma coisa no âmbito cotidiano de Michel certeau.Portanto percebo no estado uma fonte do ridículo, um circo em que o palhaço é o outro e em algumas situações nós mesmos.

você não leu o comentário completo, ou está fugindo do assunto?.posso melhorar a minha gramática,sendo justamente isto que tentei fazer,corrigi os erros que você indicou, menos um,não consigo perceber líbido como um substantivo feminino,agora quero saber se você é capaz de refutar o meu argumento?leia por completo,e não somente o recorte que Bia l fez.
visitarei o espaço novamente para ver a sua resposta com todas as correções gramaticais
4 de dezembro de 2010 13:46

Bruno disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruno disse...

Pelo visto continua a sua mania de adivinhar o que as pessoas leem ou não. Ignorei seu comentário pela grosseria e pela presunção de que esta causa reestruturações intelectuais em alguém. Grosseria é grosseria, ponto final. O gênero masculino ou feminino das palavras é definido pela gramática e, discordando ou não, devemos segui-la para escrever em português. Como no caso do substantivo “grosseria” que é feminino, por isso “a grosseria”. Passou também despercebido por você o fato de que libido não possui acento no primeiro “i”. Portanto, dizemos “a libido” ao invés de o líbido. Caso a dúvida continue, siga a dica da Bia, procure um dicionário. Imagine se eu falasse que guardei o refrigerante no geládeira. Ou então, procurando mais poesia e liberdade eicnbhwebcjbdh jkecnjw ckjnce wejcn. Acho que ninguém entenderia. Claro, havendo pequenos erros, a linguagem ainda assim cumpre sua função.
Caso você tivesse prestado atenção ao que escrevi perceberia a recordação que fiz de que o próprio Foucault, usado por você como referência intelectual para afirmar a igualdade entre Estado e qualquer outro deus, participava de debates políticos diretamente ligados a este.
A eleição de Tiririca pode ser contraposta a de muitos outros políticos sérios, como Marcelo Freixo no Rio de Janeiro. As críticas à escolha popular podem não passar de arrogância demofóbica (críticas que eu mesmo fiz). De qualquer forma, a escolha de representantes que não tenham vindo do circo demonstra que não há uma sociedade com pensamento único a respeito do Estado. Tratar as coisas dessa maneira é generalização simplista.
O Estado débil, alardeado por tantos em tempos de liberalismo econômico, é débil no que diz respeito ao bem estar social e a regulação econômica. Caso você tivesse seguido minha dica (admito que não há obrigação alguma nisso, mas sim ganhos intelectuais) e lido Wacqüant, saberia que a redução do Estado por um lado foi acompanhada pelo aumento do Estado policial/penal. Seguindo o seu conselho, “olhe a sua volta”, vejo a popularidade das UPP´s e um governador eleito em primeiro turno por conta de sua “política de segurança pública” extremamente popular.
Caso a importância dada por parte da população à questão da segurança e ao papel do Estado em relação à mesma não seja suficiente para evidenciar o equívoco de suas considerações totalizantes sobre o Estado podemos contar o número de pessoas que se dedicam aos concursos públicos. Praticamente todas optam pelos empregos e cargos públicos devido à estabilidade que estes proporcionam frente às inseguranças do mercado. O Estado ainda é o porto seguro para estas pessoas.
Fechar o Estado a uma significação somente, como você fez, nada mais é do que reducionismo.
Por último fica um aviso. Novos comentários ofensivos, grosseiros e ou contendo palavrões serão apagados.