quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

O destino é inexorável.

Ou algo assim. Talvez nem tanto destino, mas o tempo. Mais do que não pára, não tem volta. Talvez nem importe, afinal já foi.

Se importar, o que fazer?

Voltar no tempo não dá. Olhar pra trás, só por olhar, não conforta. Até entorta, por tudo que deixou de ser. Olhar pra trás, de forma diferente.

Olhar para o presente, que um dia vira passado. Isto, de certa forma, nos dá a possibilidade de controlar o passado.

Mas então vem outro problema. Afinal, não sabemos o futuro e não prevemos o olhar que teremos sobre o presente, que será passado.

Difícil fazer escolhas assim.

Confusão de dimensões temporais e impotência sem solução. É como disse Toquinho “O futuro é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar...” e um dia tudo isso descolorirá.

Pessoas perdem as cores, ações perdem as cores, vidas perdem as cores. Pintamos quando queremos, com as tintas que temos, mas nenhuma tinta dura.


"O mal definitivo é que o Tempo se esvai continuamente e que existir envolve eliminação. Tudo desaparece: alternativas excluem". John Gardner, Grendel.


Um comentário:

Bia Loivos. disse...

A questão da temporalidade é algo que incomoda mesmo. Mais que incômodo, gera angústia... Mas quem disse que angústia não é bom? Ao menos produz pensamentos belos, reflexões que florescem e frutificam, alimentando a vida.
Parabéns.