quarta-feira, 4 de março de 2009

O que fizeram com o hífen?


Um operário em construção, upload feito originalmente por Cida Garcia.

A reforma ortográfica teria sido um grande problema para mim, caso eu soubesse escrever decentemente. Como nunca soube e provavelmente nunca saberei, observo à distância quem se esforça para ficar dentro das regras.
Segundo o guia PRÁTICO Michaelis da reforma o hífen fica da seguinte maneira:

  • Obrigatório quando prefixo está diante de uma palavra iniciada pela letra H, não importando a letra que termine o prefixo
  • Nunca quando o prefixo termina em vogal diferente do segundo elemento, se este também começar com uma vogal
  • Se no caso acima o prefixo for CO e o segundo termo começar com O o hífen cai assim mesmo, nos dando como resultado COOalgumacoisa
  • Nunca quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com consoante, desde que não sejam R nem S
  • Se o prefixo termina em vogal e o segundo termo for iniciado por S ou R basta suprimirmos o hífen e repetirmos o R ou S (o que for adequado ao caso)
  • Caso o prefixo termine com a mesma vogal que inicia o segundo termo o hífen continua, desde que se guarde a exceção COO, já comentada acima
  • Sempre se o prefixo tiver como última letra a mesma consoante que inicia o segundo termo
  • Nunca se o prefixo terminar em uma consoante diferente à que inicia o segundo termo
  • Contrariando a regra acima, sempre que o prefixo for SUB e o segundo termo começar com a letra R o hífen fica onde sempre esteve
  • Novamente contrariando a regra, se o prefixo for CIRCUM ou PAN e o segundo termo começar com M ou N também colocaremos o hífen
  • Sempre que o segundo termo começar com uma vogal e o prefixo for CIRCUM ou PAN o hífen deve separá-los
  • Nunca se o prefixo terminar em consoante e o segundo termo começar com uma vogal
  • Os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró sempre são sucedidos por um hífen
  • Deve-se usar o hífen com todos os prefixos de origem tupi-guarani (caso a origem seja em algum outro tronco linguístico dos povos pré-cabralinos ligue para a Academia Brasileira de Letras)
  • Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares
  • No caso das palavras que perderam a noção de composição o hífen não deve ser usado
  • Caso sua composição não caiba em uma linha e você precise passar para outra justamente na hora em que for usar uma combinação com hífen deve-se colocar o traço que separa as palavras no final da linha. Na próxima linha o hífen será colocado para manter a clareza gráfica


Simples como ser feliz.
Mas ainda não sei o que fazer com ar-condicionado (arcondicionado).

2 comentários:

Bia Loivos. disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bia Loivos. disse...

• Obrigatório quando prefixo está diante de uma palavra iniciada pela letra H, não importando a letra que termine o prefixo: “o SUPER-HOMEM é muito ANTI-HIGIÊNICO: nem toma banho antes de trocar a roupa pelo uniforme com o qual pratica seus atos SOBRE-HUMANOS!”


• Nunca quando o prefixo termina em vogal diferente do segundo elemento, se este também começar com uma vogal: “tal comportamento de nosso herói é muito ANTIEDUCATIVO!”


• Se no caso acima o prefixo for CO e o segundo termo começar com O o hífen cai assim mesmo, nos dando como resultado COOalgumacoisa: “se ele pelo menos usasse perfume, eu até poderia COOPERAR nas missões.”


• Nunca quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com consoante, desde que não sejam R nem S: “está certo que tudo pode não passar de uma tática de AUTOPROTEÇÃO: fedido, quem vai ousar chegar perto dele?”


• Se o prefixo termina em vogal e o segundo termo for iniciado por S ou R basta suprimirmos o hífen e repetirmos o R ou S (o que for adequado ao caso): “se bem que, para mim, isso é coisa de gente ANTISSOCIAL, que se acha ULTRARRESISTENTE. Bom, ele até pode ser, mas tem a criptonita...”


• Caso o prefixo termine com a mesma vogal que inicia o segundo termo o hífen continua, desde que se guarde a exceção COO, já comentada acima: “acho que ele deveria praticar um pouco de AUTO-OBSEVAÇÃO. Na certa, iria perceber que CONTRA-ATACAR os inimigos não requer deixar de lado os hábitos mais elementares de higiene.”


• Sempre se o prefixo tiver como última letra a mesma consoante que inicia o segundo termo: “Está na cara que ele não é SUPER-ROMÂNTICO!”


• Nunca se o prefixo terminar em uma consoante diferente à que inicia o segundo termo: “Mas ninguém pode negar que seja SUPERPROTETOR.”


• Contrariando a regra acima, sempre que o prefixo for SUB e o segundo termo começar com a letra R o hífen fica onde sempre esteve: “deve ser porque ele acha que pertencemos a uma SUB-RAÇA e que necessitamos de sua proteção incondicional.”



• Novamente contrariando a regra, se o prefixo for CIRCUM ou PAN e o segundo termo começar com M ou N também colocaremos o hífen: “ouvi dizer que ele é perito em CIRCUM-NAVEGAÇÃO ao redor da Terra. Quando cansa de voar, ele navega...”


• Sempre que o segundo termo começar com uma vogal e o prefixo for CIRCUM ou PAN o hífen deve separá-los: “No PAN-AMERICANO, acho que o vi voando pelos ares, zelando pra que nada saísse errado.”


• Nunca se o prefixo terminar em consoante e o segundo termo começar com uma vogal: “e ele faz tudo isso por ser SUPEREXIGENTE consigo mesmo.”


• Os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró sempre são sucedidos por um hífen: “Mas tem uma coisa capaz de mandá-lo para ALÉM-TÚMULO, uma coisa que apenas mencionamos antes: criptonita.”


• Deve-se usar o hífen com todos os prefixos de origem tupi-guarani (caso a origem seja em algum outro tronco linguístico dos povos pré-cabralinos ligue para a Academia Brasileira de Letras). “Só existe uma planta capaz de neutralizar os seus efeitos no corpo de nosso herói: o CAPIM-AÇU.”


• Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares: “Para encontrar essa iguaria, somente cruzando a ponte RIO-NITERÓI.”



• No caso das palavras que perderam a noção de composição o hífen não deve ser usado: “ou ele pode sobrevoar o país e descer de PARAQUEDAS quando chegar.”



• Caso sua composição não caiba em uma linha e você precise passar para outra justamente na hora em que for usar uma combinação com hífen deve-se colocar o traço que separa as palavras no final da linha. Na próxima linha o hífen será colocado para manter a clareza gráfica: “E é aqui que nossa história termina, pois neste exato momento, CONTA
-SE que ele foi viajar, certamente atrás da planta que pode curá-lo.”