terça-feira, 21 de abril de 2009

O maníaco da faca


All men are bastard knife-block, upload feito originalmente por endraum.

Outra madrugada dessas, vindo do trabalho, Tico (nome fictício usado para preservar a identidade da vítima) foi esfaqueado. Desceu do ônibus como sempre fez, foi para casa como nunca. O esfaqueador estava no ponto, esperando alguém. Atacou, machucou e fugiu. A vítima reagiu, talvez tenha sido mais difícil que supunha o maluco.
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Atendido no Hospital Universitário Antônio Pedro, Tico não corre mais risco de vida. O hospital estava em greve, abriu uma excessão naquela noite. O atendimento continuou em rede particular, com ameaças de processo contra o plano de saúde, que negava a necessidade de atendimento.
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Nesta madrugada, no mesmo ponto de ônibus, o maníaco foi preso. Estava lá, aguardando mais uma vítima. Com ele estavam a arma utilizada nos ataques, um canivete e uma camisa extra. Reconhecido por Tico na mesma madrugada, responderá a processo por tentativa de homicídio.

2 comentários:

Flor D'Alma disse...

Quando eu ia escrever "ainda bem", me lembrei do que acabo de ler, na primeira parte de Vigiar e Punir, e fui forçada a pensar um pouco mais e melhor sobre o caso. É óbvio que a primeira sensação foi de alívio, afinal, vivo atormentada por essa ameaça desde que soube da existência de tal perigo no bairro onde moro.
Mas, desde que sou uma psicóloga ciente dos saberes que as práticas Psi têm ajudado a produzir no campo da Justiça e da Criminologia, e ainda mais por ter escolhido trabalhar neste mesmo campo, e por estar fazendo um curso que me conferirá o grau de especialista (!) no assunto, não posso mais simplesmente agir do ponto de vista do senso-comum. Sou forçada (ou forço-me) a reconhecer no aparato legal da justiça dispositivos de poder e de controle, de marginalização e de sujeição dos corpos. E a me perguntar: O que será feito desse infeliz a partir de agora? Xi, isso dá um post...

jesse disse...

Veja como é interessante o mundo de hoje.
Como tem sentido aquele dito popular: "Para quem sabe ler um pigo é letra".
As observações nas entrelinhas sobre o HUAP já nos permite antever uma "certa criminologia". Uma "certa concepção de ordem" e por consequência de quem são os criminosos.
No caso em pauta, não se trata propriamente do modelo de criminoso que, regra geral, os códigos embutem e que são objeto de ampla exploração tendenciosa da midia, mas sim do bizarro, do excêntrico,.. daquilo que alimenta o diversionismo e a falsa inovação criminológica.